O programa Gás do Povo, que teve Campo Grande como primeira cidade beneficiada, poderá perder a validade no dia 11 de fevereiro, caso não seja votado no Congresso Nacional. Presidente da Comissão Mista responsável pela análise da proposta, o senador Nelsinho Trad quer que o projeto seja votado em caráter de urgência.
“Essa medida provisória tem prazo para vencer. Ela vence no dia 11 de fevereiro. Com o retorno dos trabalhos, vamos cobrar do presidente do Senado, que também preside o Congresso Nacional, para que essa matéria seja pautada imediatamente. Não é razoável permitir que um programa dessa importância caduque por falta de decisão política”, afirmou.
A iniciativa do governo federal garante botijão de gás de cozinha gratuito para famílias de baixa renda inscristas no CadÚnico. A entrega dos botijões teve início na última segunda-feira (26) e deve beneficiar cerca de 26,3 mil famílias na capital.
Apesar do início da execução do programa, a continuidade do benefício depende diretamente da atuação do Congresso Nacional. O programa substitui o antigo Auxílio Gás e muda o formato do benefício: em vez de dinheiro, a família recebe diretamente o botijão cheio, garantindo que o recurso cumpra seu objetivo social.
Para o senador, a omissão do Congresso colocaria em risco uma política pública essencial para a população mais vulnerável. “Estamos falando de gás de cozinha, um item básico dentro de casa. Se essa medida caducar, quem vai pagar essa conta são as famílias mais pobres. Por isso, essa será uma prioridade absoluta na volta do Senado”, reforçou.
A expectativa do governo federal é ampliar o Gás do Povo para municípios do interior de Mato Grosso do Sul até março, mas, segundo Nelsinho Trad, sem a aprovação da medida provisória, não há segurança jurídica para a continuidade do programa.

Comentários: